STF sob fogo cruzado: ONG critica degradação da Justiça brasileira
STF sob fogo cruzado: ONG critica degradação da Justiça brasileira
A ONG Transparência Internacional critica severamente a recente nota do STF, que rejeitou a suspeição do ministro Dias Toffoli em um caso importante, apontando a degradação da Corte como uma grave ameaça à democracia.
A nota de apoio ao ministro, assinada por todos os magistrados, alarmou a organização, que considera que a decisão expande a flexibilidade sobre critérios de suspeição entre juízes.
A Transparência Internacional afirma que a atitude do STF representa um rebaixamento abissal do padrão moral e legal que deve ser seguido por todos os juízes no Brasil.
O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Banco Master, que agora está sob a responsabilidade de André Mendonça, escolhido por sorteio.
A troca mantém validade dos atos anteriores, mas permite que Mendonça revise ou revogue decisões, impactando o ritmo e as prioridades da investigação.
A mudança vem em meio a questionamentos sobre a condução do inquérito, o que aumenta a relevância do papel de Mendonça frente a potenciais desdobramentos políticos.
A Polícia Federal está investigando o Banco Master por contratações suspeitas de serviços da empresa Black Wall Global.
O ministro do STF, Cristiano Zanin, mencionou a empresa durante uma audiência, onde Alexandre de Moraes a reconheceu como vinculada ao Mossad, serviço secreto de Israel.
A Black Wall Global foi contratada para descriptografar telefones apreendidos na operação Compliance Zero, que apura um rombo de R$ 50 bilhões envolvendo o antigo Banco Master.
A agência de checagem Lupa alterou uma nota de 2024 que negava a participação de Dias Toffoli no Tayayá Resort, após novos documentos mostrarem o contrário.
O gabinete de Toffoli confirmou que ele estava no quadro societário da Maridt, empresa associada ao resort, em dezembro de 2024.
A mudança na informação não incluiu um reconhecimento de erro, mas atualizou os dados baseados em novas notas da assessoria do ministro.
O ministro André Mendonça assumiu a relatoria das investigações sobre fraudes no Banco Master após a saída de Dias Toffoli do caso.
A decisão de Toffoli seguiu uma reunião de três horas entre os ministros do STF e foi impulsionada por questões institucionais e pressões sobre sua atuação.
Mendonça, já relator de um caso que envolve o filho de Lula, conduzirá as próximas etapas da investigação em um contexto de críticas e rumores sobre a conduta anterior de Toffoli.