Ministro Moraes pede extradição de ex-assessor por vazamento de informações
Ministro Moraes pede extradição de ex-assessor por vazamento de informações
O ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal solicitou a extradição de Eduardo Tagliaferro, seu ex-assessor, que está sendo investigado pelo vazamento de conversas do WhatsApp entre servidores do STF e do Tribunal Superior Eleitoral. A Procuradoria-Geral da República formalizou a denúncia, alegando que Tagliaferro violou sigilos funcionais, obstruiu investigações e atuou em conluio com uma organização criminosa para disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral. O pedido de extradição será analisado pelo Itamaraty, que deve se comunicar com o governo da Itália, onde Tagliaferro reside atualmente.
A ONG Transparência Internacional critica severamente a recente nota do STF, que rejeitou a suspeição do ministro Dias Toffoli em um caso importante, apontando a degradação da Corte como uma grave ameaça à democracia.
A nota de apoio ao ministro, assinada por todos os magistrados, alarmou a organização, que considera que a decisão expande a flexibilidade sobre critérios de suspeição entre juízes.
A Transparência Internacional afirma que a atitude do STF representa um rebaixamento abissal do padrão moral e legal que deve ser seguido por todos os juízes no Brasil.
O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Banco Master, que agora está sob a responsabilidade de André Mendonça, escolhido por sorteio.
A troca mantém validade dos atos anteriores, mas permite que Mendonça revise ou revogue decisões, impactando o ritmo e as prioridades da investigação.
A mudança vem em meio a questionamentos sobre a condução do inquérito, o que aumenta a relevância do papel de Mendonça frente a potenciais desdobramentos políticos.
A Polícia Federal está investigando o Banco Master por contratações suspeitas de serviços da empresa Black Wall Global.
O ministro do STF, Cristiano Zanin, mencionou a empresa durante uma audiência, onde Alexandre de Moraes a reconheceu como vinculada ao Mossad, serviço secreto de Israel.
A Black Wall Global foi contratada para descriptografar telefones apreendidos na operação Compliance Zero, que apura um rombo de R$ 50 bilhões envolvendo o antigo Banco Master.
A agência de checagem Lupa alterou uma nota de 2024 que negava a participação de Dias Toffoli no Tayayá Resort, após novos documentos mostrarem o contrário.
O gabinete de Toffoli confirmou que ele estava no quadro societário da Maridt, empresa associada ao resort, em dezembro de 2024.
A mudança na informação não incluiu um reconhecimento de erro, mas atualizou os dados baseados em novas notas da assessoria do ministro.