CPI do Crime Organizado convoca irmãos de Toffoli e causa alvoroço no STF
CPI do Crime Organizado convoca irmãos de Toffoli e causa alvoroço no STF
A CPI do Crime Organizado convocou os dois irmãos do ministro Dias Toffoli, gerando reações entre os ministros do STF.
O STF considera que essa convocação pode extrapolar as competências da comissão, uma vez que não estaria diretamente ligada às investigações formais.
Além dos irmãos, a CPI também aprovou a quebra de sigilos da empresa Maridt Participações, da qual Toffoli é sócio, e convites para que ele e outros ministros compareçam ao colegiado.
Caciques do Congresso pretendem encerrar a CPI do Banco Master para priorizar o PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos eventos de 8 de janeiro.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, presidente da Câmara, são os principais responsáveis por essa manobra, adiantando a análise dos vetos.
O PL da Dosimetria poderia beneficiar ex-presidente Jair Bolsonaro, reduzindo sua pena a até 2 anos e 4 meses, caso seja aprovado sem vetos.
A CPI do Crime Organizado no Senado mudou seu foco após a divulgação de mensagens envolvendo pagamentos do ex-CEO do Banco Master ao ministro Dias Toffoli do STF.
A comissão pretende ouvir membros da família de Toffoli, ministros do STF, e outros envolvidos, como a advogada Viviane Barci de Moraes, que firmou um contrato significativo com o banco.
A pauta inclui 47 pedidos de convocação e análise de diversas pessoas ligadas ao caso, refletindo a pressão política após as novas informações.
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, poderá ficar em silêncio durante seu depoimento na CPI do INSS, evitando perguntas sobre a venda do banco e um contrato de R$ 130 milhões.
O depoimento foi adiado para o dia 26, enquanto a comissão investiga irregularidades em operações de crédito consignado.
A oposição no Congresso busca prorrogar a CPI por mais dois meses, mas enfrenta resistência, especialmente com as proximidades das eleições.