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Ações afirmativas: um passo essencial para a equidade racial no Brasil

A desigualdade é um assunto essencial no Brasil, onde políticas favoráveis à população branca prevaleceram historicamente. Para endereçar a precariedade enfrentada pelos afrodescendentes, ações afirmativas se tornam necessárias. Durante séculos, a economia nacional se baseou no trabalho forçado de escravizados, enquanto imigrantes europeus e seus descendentes desfrutaram de vantagens injustificáveis. Medidas legais restringiam a educação e a posse de terras pelos negros, perpetuando a exclusão e a desigualdade. O contexto histórico revela que a falta de oportunidades não é uma questão de desinteresse, mas sim de estruturas sociais profundamente enraizadas que favorecem minorias em detrimento dos afrodescendentes.

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Brasil no topo das desigualdades: Supersalários de juízes chocam

Um estudo do República.org e do Movimento Pessoas à Frente revelou que o Brasil lidera em supersalários, especialmente na magistratura. Aproximadamente 75,4% dos juízes estão entre os 1% mais ricos do país, com rendimentos acima do teto constitucional de R$ 46.366,19. Com mais de 53.488 funcionários públicos recebendo acima desse limite, estima-se que os supersalários custaram R$ 20 bilhões de agosto de 2024 a julho de 2025. O levantamento sugere a implementação de nove medidas para mitigar essa situação, que acentua a desigualdade salarial e compromete a capacidade de investimento do Estado.

Brasil conquista recorde em redução da pobreza e desigualdade, impulsionado pelo Bolsa Família

Em 2024, o Brasil alcançou os menores índices de pobreza e desigualdade dos últimos 30 anos, com a extrema pobreza caindo de 25% para menos de 5%. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que a renda média mensal por pessoa subiu quase 70% entre 1995 e 2024. Pesquisadores apontam que a melhora foi impulsionada principalmente pelo Bolsa Família, que, apesar de gerar debates sobre seu custo elevado, provou resultados positivos na redução da pobreza. A sustentabilidade dessa tendência, no entanto, depende do equilíbrio fiscal e da geração de empregos para trabalhadores menos qualificados.

Antropólogo desvenda a obsessão brasileira por ricos e a ilusão da mobilidade social

O antropólogo Michel Alcoforado, ao investigar a elite brasileira, revela uma crença ilusória na mobilidade social que fascina os brasileiros. Durante sua pesquisa, ele se depara com uma rica herdeira que questiona a desigualdade social enquanto se decide a gastar 15 mil euros em um perfume que representa sua tradição familiar. Alcoforado, que estuda os super-ricos há 15 anos, destaca que as diferenças sociais são mantidas por essas práticas de consumo e performatividade de riqueza. Seu livro, 'Coisa de Rico', já se tornou um sucesso, vendendo milhares de cópias e causando reflexões profundas sobre classe e privilégio.

Setor agro impõe pressão para desfigurar isenção do IR e beneficiar grandes produtores

À véspera da votação do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o setor agro intensifica esforços para moldar o texto em favor de seus interesses. A Comissão de Agricultura apresentou nove emendas que buscam aumentar os benefícios fiscais ao agronegócio, eliminando a taxação das altas rendas, essencial para o governo. Essas alterações, apresentadas como parte de uma ofensiva da Frente Parlamentar da Agropecuária, são criticadas por especialistas, que apontam que, se aprovadas, podem aprofundar desigualdades e transferir o ônus da isenção para cortes em áreas sociais.

Super-ricos pagam menos imposto de renda que a classe média, revela estudo

Um estudo do Sindifisco Nacional revela que os super-ricos brasileiros, com ganhos milionários, pagam menos de metade do Imposto de Renda em relação à classe média desde 2009. A tributação sobre os ricos caiu quase 40% nas últimas duas décadas, em parte devido ao aumento de lucros com dividendos, que não são tributados desde 1996. Enquanto isso, a classe média enfrenta alíquotas crescentes devido ao congelamento da tabela do Imposto de Renda. O governo Lula propõe uma reforma para implementar um imposto mínimo de 10% sobre os ricos e aumentar a isenção para rendas mensais de até R$ 5 mil.

Senado aprova isenção total na conta de luz para famílias de baixa renda

O Senado aprovou, em 17 de setembro de 2025, a medida provisória que amplia a Tarifa Social de Energia Elétrica, oferecendo gratuidade total na conta de luz para 4,5 milhões de famílias de baixa renda. A proposta, que segue agora para sanção presidencial, garante isenção para consumidores com consumo mensal de até 80 kWh, beneficiando aqueles inscritos no Cadastro Único. Embora senadores tenham elogiado a medida pela redução da desigualdade energética, críticos apontam que o custo de R$ 4,5 bilhões será repassado aos consumidores de classe média e empresários, levantando preocupações sobre a sustentabilidade financeira da iniciativa.

O ressurgimento do ressentimento: sociedade busca vingança contra desigualdade

Andrea Rizzi, em seu livro 'A Era da Revanche', discute o crescente ressentimento das classes populares, que se sentem marginalizadas pela globalização e pela desigualdade crescente desde 1995. Com a concentração de riqueza nas mãos de uma elite, muitos cidadãos buscam vingança contra um sistema que aparenta favorecer desproporcionalmente poucos. Rizzi observa que esta insatisfação alimenta movimentos populistas e extremistas, especialmente na América Latina, onde a ineficácia das instituições e as promessas não cumpridas geram uma expectativa de mudança. A luta por justiça social e a crítica ao capitalismo predatório precisam ser urgentemente abordadas.