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Mercosul em crise: Brasil e Uruguai se opõem a comunicado sobre a Venezuela

Durante a 67ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu, seis países liderados pela Argentina assinaram um comunicado exigindo a restauração da democracia na Venezuela, atualmente governada por Nicolás Maduro. Apenas Brasil e Uruguai se abstiveram de apoiar o documento, evidenciando uma divisão dentro do bloco. O comunicado expressa preocupações com a crise humanitária e migratória do país e inclui exigências como respeito aos direitos humanos e libertação de prisioneiros políticos. A cúpula também viu atritos entre os líderes brasileiros e argentinos sobre intervenções externas na Venezuela.

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Parlamento europeu impõe desafios ao acordo UE-Mercosul com votação decisiva

O Parlamento Europeu decidiu, em votação realizada na quarta-feira (21), enviar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul ao Tribunal de Justiça da UE. Com 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções, a proposta impede a implementação do tratado por meses, enquanto a Corte revisa sua legalidade. Apesar disso, a Comissão Europeia pode optar pela aplicação provisória do acordo. Avaliando sua conformidade com legislações europeias, qualquer incompatibilidade poderá adiar o acordo, enquanto a aprovação final somente ocorrerá após a validação pela Corte e nova votação no Parlamento.

Peña lamenta falta de Lula na assinatura do acordo Mercosul-UE

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, expressou um 'sabor amargo' pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia. A cerimônia ocorreu em Assunção e, embora Peña tenha compreendido a falta do petista, ressaltou a importância de sua liderança nas negociações que levaram ao acordo, ressaltando que sem Lula a assinatura não teria se concretizado. Lula optou por um encontro separado com Ursula Von der Leyen no Rio de Janeiro, visando enfatizar sua imagem política e a liderança brasileira ao longo da longa negociação que durou 26 anos.

Lula é fundamental para acordo Mercosul-União Europeia, afirma presidente do Paraguai

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, reconheceu a importância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a realização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, celebrado em 17 de janeiro de 2026. Durante a cerimônia em Assunção, Peña afirmou que sem Lula, o tratado não teria sido alcançado. Embora Lula não tenha comparecido, ele foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O acordo, que levou mais de 25 anos para ser negociado, busca aumentar o comércio entre os blocos e criar oportunidades econômicas mutuamente benéficas.

Novos acordos comerciais ampliam mercado brasileiro com tarifas reduzidas

A vigência de três novos acordos de comércio, entre o Mercosul e a União Europeia, EFTA e Cingapura, permitirá que quase um terço do comércio exterior brasileiro beneficie-se de tarifas zero ou reduzidas. Essa mudança, segundo o ministro Geraldo Alckmin, elevará as exportações e importações beneficiadas com acesso preferencial de 12,4% para 31,2%, somando um total estimado de US$ 196,4 bilhões ao final de 2025. Isso representa um avanço significativo na competitividade da economia brasileira e potencializa oportunidades para o setor privado, além de impulsionar investimentos e a geração de empregos.

Brasil intensifica busca por acordos comerciais com Canadá, Índia e Emirados Árabes

Após a aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia pelo Conselho Europeu, o Brasil delineou suas prioridades para 2026, focando em acordos com Índia, Canadá e Emirados Árabes. O governo pretende aumentar a cobertura do atual acordo de comércio preferencial com a Índia, diversificando as exportações além de óleos, açúcares e petróleo. No caso dos Emirados Árabes, busca-se finalizar um acordo de livre comércio, enquanto com o Canadá as negociações visam facilitar o comércio e aprofundar a cooperação. A expectativa é que esses acordos gerem benefícios significativos para a economia brasileira.

União Europeia e Mercosul firmam acordo histórico de livre comércio

A União Europeia aprovou provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul, após 25 anos de negociações, com uma votação majoritária em Bruxelas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou este momento como um dia histórico para o multilateralismo, destacando que os blocos juntos representam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ressaltou os ganhos mútuos que o pacto trará para ambas as partes. O próximo passo envolve a assinatura do acordo e sua aprovação pelos parlamentos dos países envolvidos, incluindo o Parlamento Europeu.

Aprovado acordo histórico da UE com Mercosul que transforma comércio global

Os países da União Europeia aprovaram um acordo com o Mercosul, estabelecendo a maior zona de livre-comércio global. A assinatura do tratado ocorrerá no Paraguai, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, representando a UE. Apesar da oposição de alguns países, como França e Polônia, que receiam o impacto sobre os agricultores, o apoio foi alcançado com concessões. O acordo promete beneficiar mais de 720 milhões de consumidores e pode aumentar as relações comerciais entre os blocos, embora precise de aprovação adicional dos Parlamentos da UE e do Mercosul para ser ratificado.