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Acordo UE-Mercosul pode ser desastroso para a indústria nacional

O recente acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, anunciado em Montevidéu, pode fortalecer o setor agropecuário brasileiro, mas é visto como potencialmente negativo e 'predatório' para a indústria nacional, segundo o cientista político Gilberto Maringoni. Preocupações foram levantadas sobre como os termos das compras governamentais afetarão a indústria local, especialmente em relação à concorrência com produtos estrangeiros. Organizações e ativistas alertam que o acordo poderá causar um aumento no desmatamento e na crise climática, sendo visto como um retrocesso em várias áreas socioeconômicas e uma ameaça à soberania dos países envolvidos.

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Parlamento europeu impõe desafios ao acordo UE-Mercosul com votação decisiva

O Parlamento Europeu decidiu, em votação realizada na quarta-feira (21), enviar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul ao Tribunal de Justiça da UE. Com 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções, a proposta impede a implementação do tratado por meses, enquanto a Corte revisa sua legalidade. Apesar disso, a Comissão Europeia pode optar pela aplicação provisória do acordo. Avaliando sua conformidade com legislações europeias, qualquer incompatibilidade poderá adiar o acordo, enquanto a aprovação final somente ocorrerá após a validação pela Corte e nova votação no Parlamento.

Tensão EUA-UE: Crise Diplomática Aumenta com Ameaças de Trump

A tensão entre os EUA e a União Europeia aumentou após Donald Trump ameaçar anexar a Groenlândia, levando o Parlamento Europeu a suspender a ratificação de um acordo comercial com Washington. Macron, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, classificou as tarifas de Trump como 'inaceitáveis' e a UE considera tarifas retaliatórias. O acordo, que visava eliminar tarifas sobre produtos industriais dos EUA, agora está em risco. Além disso, Trump anunciou tarifas de 10% a países que se opõem à anexação, aumentando a pressão sobre os opositores. A crise diplomática pode ter repercussões globais significativas.

Lula afirma que acordo Mercosul-UE é resposta ao isolamento global

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destaca que o Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia representa uma resposta do multilateralismo ao unilateralismo global em um artigo publicado em 27 jornais. A assinatura do tratado visa aumentar o comércio, gerando oportunidades para 720 milhões de cidadãos e unindo economias com um PIB conjunto superior a 22 trilhões de dólares. Lula argumenta que o acordo promoverá empregos, desenvolvimento sustentável e beneficiar mercados estratégicos, mantendo salvaguardas sociais e ambientais. Ele conclui que o sucesso deverá ser medido pela agilidade na implementação dos benefícios para os cidadãos envolvidos.

Peña lamenta falta de Lula na assinatura do acordo Mercosul-UE

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, expressou um 'sabor amargo' pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia. A cerimônia ocorreu em Assunção e, embora Peña tenha compreendido a falta do petista, ressaltou a importância de sua liderança nas negociações que levaram ao acordo, ressaltando que sem Lula a assinatura não teria se concretizado. Lula optou por um encontro separado com Ursula Von der Leyen no Rio de Janeiro, visando enfatizar sua imagem política e a liderança brasileira ao longo da longa negociação que durou 26 anos.

Lula é fundamental para acordo Mercosul-União Europeia, afirma presidente do Paraguai

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, reconheceu a importância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a realização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, celebrado em 17 de janeiro de 2026. Durante a cerimônia em Assunção, Peña afirmou que sem Lula, o tratado não teria sido alcançado. Embora Lula não tenha comparecido, ele foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O acordo, que levou mais de 25 anos para ser negociado, busca aumentar o comércio entre os blocos e criar oportunidades econômicas mutuamente benéficas.

Acordo Mercosul-União Europeia: um marco estratégico para o Brasil

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia finalmente foi aprovado, marcando um avanço significativo. O economista Marcos Troyjo, arquiteto do acordo, destaca que sua relevância está no contexto geopolítico atual, onde o comércio se torna um elemento estratégico e de segurança. Embora o novo pacto apresente cláusulas de transição e adaptações para o mercado brasileiro, ele almeja aumentar a competitividade do território em um cenário global desafiador. Mesmo com algumas perdas nas condições negociadas, o acordo traz promessas de investimentos significativos e acesso ampliado aos mercados europeus.

França resiste e Macron vota contra acordo UE-Mercosul

Emmanuel Macron, presidente da França, anunciou sua intenção de votar contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, em uma declaração feita nesta quinta-feira. A posição da França, ao lado de outros países como Irlanda, Hungria e Polônia, pode dificultar o avanço do tratado que busca ampliar o acesso a um mercado de 451 milhões de consumidores. Apesar das preocupações dos agricultores franceses sobre a concorrência de produtos latino-americanos, Alemanha e Espanha apoiam o pacto. O Conselho da UE se reunirá nesta sexta-feira para decidir sobre a continuidade da proposta de ratificação deste controvertido acordo comercial.